Eu não faço pose na frente do vitrine, não discoteco no glória, não faço moda no santa marcelina, não tenho cabelo preto, não escuto la roux, não leio bocage, não faço parte de nenhum movimento, não namorei minha melhor amiga, não redescobri o sentido da vida, não fui no show do the killers, não faço parte de uma banda, eu não fui a primeira menina a fazer alguma coisa eu não tive a idéia de escrever isso que você está lendo!
You are the one for me, for me, for me, formidable
You are my love very, very, very, véritable
Et je voudrais pouvoir un jour enfin te le dire
Te l’ écrire
Dans la langue de Shakespeare
My daisy, daisy, daisy, désirable
Je suis malheureux d’ avoir si peu de mots
À t’offrir en cadeaux
Darling I love you, love you, darling I want you
Et puis c’ est à peu près tout
You are the one for me, for me, for me, formidable
You are the one for me, for me, for me, formidable
But how can you
See me, see me, see me, si minable
Je ferais mieux d’aller choisir mon vocabulaire
Pour te plaire
Dans la langue de Molière
Toi, tes eyes, ton nose, tes lips adorables
Tu n’as pas compris tant pis
Ne t’en fais pas et viens-t-en dans mes bras
Darling I love you, love you,
Darling, I want you
Et puis le reste on s’en fout
You are the one for me, for me, for me, formidable
Je me demande même
Pourquoi je t’aime
Toi qui te moques de moi et de tout
Avec ton air canaille, canaille, canaille
How can I love you
bato
Simplesmente não entendo, poder na total ou parcial inércia de um confortável sofá exercitar seus neurônios espelho com sensações de todas as naturezas. Tirar o som de uma TV é como tirar o lindo embrulho em papel de seda que embrulha uma porcaria de 4 reais, e ver as imagens desconexas correndo uma após a outra como se fossem uma sucessão real de fatos. Expor seus sentimentos a toda prova tendo seu corpo em segurança plena, uma evolução palpável das arenas romanas onde a sensação era a mesma porem os riscos eram consideravelmente maiores.
Eu não julgo a sede humana por essas imagens projetadas como voyeurismo, nem a calma de um expectador ao ver a violência dos jornais como sadismo, o que motiva alguém a ver todo e qualquer tipo de imagem é a necessidade de se sentir vivo, de adquirir experiências vivenciar novas realidades mesmo que essas sejam verdade apenas na ficção, essa mesma vontade é o que nos leva a dedicar tempo a literatura e as artes, a impressão de que não fracassamos, de que existem pessoas que estão em posições infinitamente piores do que as nossas e que mesmo assim conseguem se superar, talvez quando não tivermos mais tanto medo de fracassar nossas vidas se tornem mais emocionantes e interessantes que as da televisão, mas até lá agente se vê por aqui.